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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cuidando dos reflexos

espelhoMuitas vezes vemos nos outros falhas que são nossas, mas não a assumimos.

Nos últimos tempos notei que minha filha Vitória anda muito mais agitada, mal comportada, birrenta, e juntando a tudo isso, acorda todos osdias de madrugada para comer e ver desenho

Quem vê de fora dirá, nossa, menina de mal comportamento, tão pequeno e já tão desregrada. Errado! Mãe que abriu mão de algumas regras, que mudou os hábitos e isso confundiu a cabeça dela com certeza.
Descobri em mim a solução para os problemas com os hábitos da Vitória.

Antes tinhamos passeios frequentes, e eu chegava do trabalho e me acabava de brincar com ela, ai quando íamos dormir, ambas estavam cansadas, e com isso o sono era mais proveitoso.
Hoje chego dou atenção, até brinco, mas na maioria dos dias assitimos desenho e dormimos, para uma criança que já dormiu durante a tarde, é lógico que sobra bem pouco sono para  a noite.

Antes os passeios eram semanais, na realidade, quase que diarios, todo dia achava o que fazer na rua, parquinho, shoppinterapia, brincar na rua, andar de bicicleta, e agora só saimos nos meus dias de folga e olhe lá, porque a maioria deles estou em casa, com a atenção toda voltada paras as pequenas reformas que estou fazendo e para as que ainda quero fazer.
Aí eu me pergunto, foi ela quem mudou? Ela que está mal comportada?Não!
Crianças são extremamentes sensíveis ás mudanças de hábitos em casa, podemos construí-las ou destruí-las em seus bons hábitos.

E é justamente para esta sensibilidade que estou voltando as minhas atenções agora. Para o resgate da mãe que sempre fui, e que me trará de volta a filha que a minha princesinha sempre foi.

Reeorganizei minha mesa do computador, para que volte a caber o lao top de brinquedo dela, para que ela volte a me fazer companhia sempre que eu quiser estar na internet. Reorganizei meu tempo e minhas tarefas, para que haja tempo de eu brincar de bonecas, de comidinha, assistir filme, e ainda sim, passear na rua, no parque, na pracinha.
Reorganizei o cardápio e os horários das refeições, e voltei a brincar de desenhar com a comida nos pratos, e deu resultado, pois hoje o jantar foi devorado todinho, e aos poucos, os olhinhos de ovos cozidos, o nariz de tomate cereja, a boquinha de arroz, o cabelinho de feijão e toda a saladinha que enfeitava o prato.
E o abraço que ganhei me mostrou que voltei ao caminho certo.

As vezes culpamos as crianças sem parar para pensar que somos espelhos, e que as crianças agem segundo o que refletimos para elas.
Bem vinda a nova temporada de lazer e prazer aqui na nossa casinha e na nossa vida.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

30 anos, algumas cicatrizes na alma, algumas quedas, algumas derrotas, mas sempre na luta

Feliz-aniversário-animados Mãe, este é meu 6º aniversário que não será comemorado ao seu lado, e o 1º que irei comemorar com uma alegria legítima, inteira.
Seu abraço com certeza ainda me faz tremenda falta, mas o seu exemplo e suas lições, hoje bem melhor entendidas por mim, mantém você sempre por perto de uma maneira muito positiva.
A vida me deixou marcas que eu não aprendi a esquecer ainda, que eu não consigo deixar no passado, e nem sei se algum dia conseguirei, mas o bom, é que os anos me trouxeram maturidade para lembrar das dores, chorar por elas, levantar a cabeça, enxugar as lagrimas e recomeçar, e a cada recomeço, com muito mais vontade de viver, realizar e crescer.
Morri e renasci diversas vezes nestes últimos 6 anos, e das lições que tive que aprender, ser forte foi a que mais exigiu de mim, é a que mais exige de mim.
Hoje eu entendo o seu sorriso contagiante, e o quanto você gostava de ter seus familiares ao seu lado, esta era a lição que você queria que eu aprendesse, que o importante não é aquilo que se tem, mas quem sem tem na vida, e você tinha o amor incondicional de todos.
Cheguei a cogitar comemorar o dia de hoje com festa e badalação, mas você bem me conhece, sou mais do tipo de ter ao lado os velhos e bons amigos, e na impossibilidade desses, o silêncio com certeza será a melhor de minhas companhias, mas que isso não signifique tristeza, pois a segunda lição que você me ensinou e que aprendi bem, é ser feliz comigo mesma, no silêncio, na solidão, no meu mundinho particular.
Poder hoje comemorar 30 anos, é uma vitória sem igual para mim, e você é uma das poucas pessoas que sabem bem o que isso representa.
O seu único defeito minha fada, foi não ser eterna, para poder ver de perto os seus exemplos sendo postos em prática.
Com 30, 60, 90 se é que eu chego lá, serei sempre a sua menina, aquela que não desgrudava de você, que adorava segurar sua roupa para que você não se levantasse do meu lado, a mesma dos abraços apertados e dos beijos que de tão fortes doiam, a mesma das conversas de madrugada.
Hoje apesar de estar completando 30 anos, comemoro em especial 6 anos, porque 24 anos foram fáceis tendo você como guia, como protetora, já os ultimos 6 anos, nossa, perdi as contas das inúmeras vezes que as dores vieram insuportáveis e eu desejei morrer, que eu desejei abandonar a luta, aí era só fechar os olhos e pensar em você, e brotava em mim uma força sem igual.
3.0 e renascendo, vendo cor novamente na vida, e desta vez de uma forma plena, esta energia só pode mesmo vir de você.
Me chamariam de louca se soubesses das nossas conversas que permaneceram mesmo após sua partida, me chamariam de louca, mas se estivem perto também teriam sentido o teu perfume pelo ar, no dia em que nos despedimos.
Obrigada mãe, por ter resgatado a minah vida, ter dado um sentido a ela, e por ter através de seus exemplos e vontade de viver, salvo a minha vida.
Hoje a festa será dentro de mim!
Um feliz aniversário para mim, que a força de vontade que sinto hoje não se acabe, que a vontade de viver jamais diminua, que as conquistas se ampliem, que o coração não esmureça, e que a felicidade nunca deixe de ser partlhada.
Fortalecendo o motor e mudando a carroceria, esta sou eu, com 3.0 de potência.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Humm, xô depre!

Sabe-se que os anos estão passando mais que depressa, quando os ideais mudam, os medos mudam, e os sonhos mudam.
A um tempo atrás minhas prioridades se resumiam em estudar, trabalhar quando convinha, sair com amigos e namorar, mais namorar do que todos os outros. (quanto tempo perdido).
Mas ai vieram os filhos, e a dor de perder dois de meus filhos e o processo de amadurecer veio como um furacão sobre mim.
Minha mãe sempre me dizia que o que a vida  ensinasse e eu não aprendesse no amor, aprenderia na dor, e foi bem assim que aprendi.
Mas voltando ao assunto de envelhecer, de ver a juventude passar, nesses últimos dias tem pesado sobre mim inúmeros questionamentos, sobre minha postura como mãe, sobre meus anseios profissionais, sobre o meu medo de faltar para a minha filha, sobre a minha falta de vida social, sobre a tristeza que venho driblando desde a morte de minha mãe, sobre o amor secreto que trago no peito, e a divisão que ele impôs em minha vida de estar com alguem e amar outra, e o fato disso vir acontecendo a anos, e o principal, de quanto tempo ainda tenho para viver nessa roda louca que é a vida.
E me vi ali, sentada em frente aos espelho, com 29 anos de idade e com peso de 100 anos sobre as costas, e com o peso de alguem que já esta encerrando o seu ciclo.
Ops, eu disse encerrando o ciclo?
Pois bem, foi ótimo eu me olhar por horas no espelho e me ver ali morrendo, porque é isso que eu estava fazendo, morrendo, me prendendo numa redoma minuscula, sufocando os sonhos, ludibriando os anseios, e me ver e me sentir ali, daquele jeito, reacendeu em mim a coragem de encarar a vida, mas não com alguem que apenas sobrevive, e sim com alguem que vive, que escreve sua própria historia, que aprende com sua própria historia.
Sei que a dor e a tristeza por aquele que partiram da minha vida irão em acompanhar sempre, mas estou enxergando agora um colorido lá ao fundo da tela da vida, que tem me mostrado que vale a pena ser feliz pelas coisas que ganhei, pelas pessoas que conquistei e que não são poucas, pelos sonhos que ainda tenho, pelos passos que já estou dando.
Demorei seis anos, seis longos anos para entender, ou melhor, para aceitar,  que eu preciso de ajuda, para me ajudar a equilibrar a dor, o amor, as perdas e conquistas, demorei seis longos anos para perceber que embora tivesse alguns momentos de felicidade, eu estava mesmo era só empurrando com a barriga, esperando meu ciclo terminar.
O que? Terminar? Ciclo?
Não, não, encontrei em mim, lá no fundo, uma palavrinha que tem sido o carro chefe dessa minha nova tentativa: RECOMEÇAR.
E é o que eu quero para o ano novo, que mais do que ele seja na integra um  novo ano, quero ser eu um alguém novo nesse novo ano.
De repente, não mais do que de repente, bateu uma vontade de mudar a escrita, de reescrever um trecho da historia sem medo de julgamentos, de repente, mudar a historia toda, excluindo ou mudando personagens.
Meu desejo para o ano novo é: Ser uma pessoa nova neste novo ano!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eu não sabia que era capaz de….tanto amor


Descobri que o amor é algo que se expande a cada novo dia, antes eu pensava que amar era algo que acontecia e pronto, não se alterava, apenas se amava, nem mais e nem menos, sempre ali, na mesma medida,mas ai tornei-me mãe.
Minha rotina é sempre corrida, as vezes chego em casa desejando cama e mais nada, e se engana quem pensa que minha filha só por ter dois anos não entende as minhas necessidades. Quando o cansaço é muito visível, ela entra no banho comigo, deita e descansa me contando as coisas que fez na escola, na casa da tia, assistimos tv juntas, e quando menos espero, lá esta bolotinha cochilando concentrada na TV.
Nos dias em que chego disposta, tomamos banho e lá vamos resolver do que vamos brincar, ontem fizemos um bailão aqui em casa, com todos os tipos de música, pulamos, rimos, dançamos ( ela é a única que consegue me fazer dançar, pular e rir sem me preocupar com nada).
Se chego em casa brava ou muito nervosa, ela se transforma no ser mais meigo que já vi, senta do lado, faz carinho, fica carente e consoladora ao mesmo tempo.
E essa semana me peguei pensando, quanto amor ainda cabe em mim? Como pode alguém conseguir amar uma outra cada vez mais, em cada amanhecer uma evolução no campo do amor.
Como toda criança, minha filha é arteira e meia, semana passada ficou dois dias de castigo pelas desobediências, e depois disso voltou a se comportar muito bem, hoje ameaçou um pit, mas para não ter que ficar no castigo novamente, pediu desculpas e se redimiu com um sonoro mamãe eu te amo, em pleno desfile de sete de setembro.
Me peguei cansada de tanta coisa, exausta de certa forma com a vida, mas quando o assunto é a minha filha, que eu tanto esperei pra ver nascer e ver bem, não há cansaço, mal humor, só há amor, e um amor que cresce a cada dia.
É engraçado que ela sendo pequena consiga o que muitas vezes nem eu sei como: aprisionar a felicidade no toque das mãos, no som rouco da voz, e depois fazer ela se multiplicar entre todos que estão a sua volta.
E a cada dia que eu acordo e acho que já amei tudo o que podia, olho para ela, e descubro que a amo ainda mais.
Vitória:
Amo o seu jeitinho sapeca, e seu olhar de criança arteira;
Amo o seu cheirinho, e o seu abraço apertado que me aguarda todos os dias após o trabalho;
Amo o som da sua voz a me dizer mamãe eu te amo, e quando você diz: eu sou filha da mamãe Finanda;
Amo quando você está dormindo, amo quando você esta acordada, amo quando você aparece do nada com as respostas mais inesperadas;
Amo porque amo, e ainda acho que amo pouco pelo que você me oferece.
Filhota, você é meu presente de Deus.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Me desligando do mundo!

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E novamente estou em em um daqueles momentos que tenho vontade de apertar o botão off da minha vida, e ficar ali, desligada por uns tempos, e que este tempo seja suficiente para encaixar as peças que se soltam constantemente dentro de mim.                                           
Estou a procura de mim mesma, e já perdi a noção de quanto tempo me olho no espelho e não me acho.
Quero os meus sonhos, quero a minha auto estima, quero até mesmo os meus delírios, os anseios, quero de volta a coragem de ousar, para que com ela eu possa sair dessa estação falida na qual me encontro agora.
Não quero as facilidades da vida comandada de antes, adoro as minhas responsabilidades, adoro principalmente, dar conta delas, mas começa a ficar muito tenso, quando além das minhas tenho que dar contas das responsabilidades dos outros.
Ontem parei e pensei, deixe de ser egoísta Fernanda, mas em seguida pensei, como posso pensar em egoísmo quando a maior parte de mim esté funcionando em função de alguém que não sou eu (e não me refiro á pessoa da minha filha, esta eu abraço com o maior prazer do mundo).
Preciso me desligar um pouco, para que esta parte máquina que tb sou não piff ou entre em tilt antes do momento.
Tenho apenas 29 anos, não estava pedindo e tão pouco estava preparada para carga tão grande, tão pesada e tão indissolúvel.
É chegado o momento do recolhimento, dos bate papos entre eu e eu mesma, para quem sabe eu descobrir um caminho de volta, porque rota de fuga não combina comigo.
Preciso encontrar respostas que me façam entender, como posso trabalhar tanto, e em mais de um emprego, e a vida estar tão estacionada, e a tanto tempo estacionada, preciso entender por que, sem gastar em diversões e baladas, sem desperdiçar, mesmo assim meu dinheiro não dá, preciso entender o que me prende aos sangue sugas, nem amor justificaria isso.
É, realmente é o momento certo para entrar no estado off da vida, para poder ressusrgir com as respostas, mais que isso com as soluções, para entender pq eu sobrevivo e não vivo, sou auxílio e não possuo auxílio, sou conselho mas não tenho consolo, tenho que ser remédio, mas não tenho a minha dor curada.
Cansei, cansei dessa vidinha mais ou menos, e não é só dinheiro, o dinheiro não é o mais importante…o fato da vida estar assim, mais ou menos, meia boca, é isso que preciso achar a causa pra colocar em ação um antidoto.
Preciso achar a porta que vai me tirar desse cubículo em que me aprisionei, porque também não é justo que minha filha sendo tão pequena, tenha q dar conta de fazer essa mãe tão complicada, alguém assim, simplesmente feliz.
Preciso apertar o botão off da vida, e tem que ser já! ( e off não signifca delete, em momento algum!)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Apenas um desabafo

Deus, obrigada por ter me tomado pela mão, e ter me trazido para junto de Ti, não foi fácil, mas estou aqui, Creio em Ti!

Até que enfim: F E L I C I D A D E !

Mãe, você ainda faz falta, e sempre fará, mas como se eu fosse um pókemon, evolui, e compreendi que  a morte é só parte do trajeto, é um recomeço. (Mas que dói, dói!).

Pedro Henrique, meu pequeno olhos negros, quer M... ter te perdido, ferida que nunca cicatriza, toque na alma que nunca se esquece, medo que nunca passa. Você me fez mãe, mãe de um ajo lindo, obrigada!

Maria Luiza, minha pétala de rosa branca, não ter te conhecido com vida carimbou na minha alma uma dor incalculável. Você me fez coragem, Obrigada!

Vida, sua ingrata, eu sobrevivi, você trouxe a dor, FDP, eu tinha amor, amor e amor, nesta batalha eu te venci!

Vitória, minha Deusa de Ébano, que magnifico foi não ter desistido, ganhei de Deus, Você. Fim do choro, começo do riso, fim da dor, recomeço da vida, fim da solidão, começo da minha historia de amor.

2 anos, 2 meses e 7 dias. Obrigada Deus.