terça-feira, 6 de setembro de 2011

Me desligando do mundo!

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E novamente estou em em um daqueles momentos que tenho vontade de apertar o botão off da minha vida, e ficar ali, desligada por uns tempos, e que este tempo seja suficiente para encaixar as peças que se soltam constantemente dentro de mim.                                           
Estou a procura de mim mesma, e já perdi a noção de quanto tempo me olho no espelho e não me acho.
Quero os meus sonhos, quero a minha auto estima, quero até mesmo os meus delírios, os anseios, quero de volta a coragem de ousar, para que com ela eu possa sair dessa estação falida na qual me encontro agora.
Não quero as facilidades da vida comandada de antes, adoro as minhas responsabilidades, adoro principalmente, dar conta delas, mas começa a ficar muito tenso, quando além das minhas tenho que dar contas das responsabilidades dos outros.
Ontem parei e pensei, deixe de ser egoísta Fernanda, mas em seguida pensei, como posso pensar em egoísmo quando a maior parte de mim esté funcionando em função de alguém que não sou eu (e não me refiro á pessoa da minha filha, esta eu abraço com o maior prazer do mundo).
Preciso me desligar um pouco, para que esta parte máquina que tb sou não piff ou entre em tilt antes do momento.
Tenho apenas 29 anos, não estava pedindo e tão pouco estava preparada para carga tão grande, tão pesada e tão indissolúvel.
É chegado o momento do recolhimento, dos bate papos entre eu e eu mesma, para quem sabe eu descobrir um caminho de volta, porque rota de fuga não combina comigo.
Preciso encontrar respostas que me façam entender, como posso trabalhar tanto, e em mais de um emprego, e a vida estar tão estacionada, e a tanto tempo estacionada, preciso entender por que, sem gastar em diversões e baladas, sem desperdiçar, mesmo assim meu dinheiro não dá, preciso entender o que me prende aos sangue sugas, nem amor justificaria isso.
É, realmente é o momento certo para entrar no estado off da vida, para poder ressusrgir com as respostas, mais que isso com as soluções, para entender pq eu sobrevivo e não vivo, sou auxílio e não possuo auxílio, sou conselho mas não tenho consolo, tenho que ser remédio, mas não tenho a minha dor curada.
Cansei, cansei dessa vidinha mais ou menos, e não é só dinheiro, o dinheiro não é o mais importante…o fato da vida estar assim, mais ou menos, meia boca, é isso que preciso achar a causa pra colocar em ação um antidoto.
Preciso achar a porta que vai me tirar desse cubículo em que me aprisionei, porque também não é justo que minha filha sendo tão pequena, tenha q dar conta de fazer essa mãe tão complicada, alguém assim, simplesmente feliz.
Preciso apertar o botão off da vida, e tem que ser já! ( e off não signifca delete, em momento algum!)

domingo, 4 de setembro de 2011

A difícil arte de ser Mãe solteira

mae-barriga-de-mulher-gravida-aparece-feto-fundoQuando uma mulher resolve ser mãe solteira, e pior, quando ela não resolve, mas resolvem por ela, a dúvida que paira é: será que vou dar conta?
As minhas duas primeiras gestações já foram solitárias, apesar de neste momento da minha vida o pai da minha filha ser a pessoa com quem eu dividia os meus dias, já era este o ensaio para a vida de uma mãe solteira. E talvez tenha sido isso que tenha me dado firmeza para enfrentar a minha terceira gestação (esta sim individual, conscientemente e por escolha).
Quando minha filha estava linda e protegida na barriga, a minha preocupação limitava-se a, será que desta vez vai dar certo? A  enxoval e a ter certeza que eu saberia que hora alimentar, que hora trocar, que hora o choro seria de dor…isso norteava os meus pensamentos.
Mas foi no dia em que minha filha nasceu que meus fantasmas se multiplicarão. Um ser minúsculo, frágil, que nascera antes da hora, e por isso necessitava de uma atenção redobrada, cujo intestino era a parte do corpo que ainda faltava mostrar que sabia funcionar sozinho…entrei em pânico após 24 horas de vida da pequena e ela só fazia xixi, nada do numero 2 e a pediatra dizendo que sem o nº 2 nada de alta, e ela chorando por conta de cólicas intermináveis…e eu muito afim de pedir socorro.
Foi ai que a ficha caiu de vez, pedir socorro a quem? Mamis, falecida, Vovó, com 99 anos e morando longe, em casa, eu e eu, foi ai que abracei de vez a minha escolha, peguei filhota chorando horrores por conta da cólica, olhei para aquela miniatura de mim, e disse, filhota, 3 da manhã, só estamos eu e você, ah, e algumas enfermeiras no corredor…bem animadas falando sobre o bumbum de um médico mega bonito que havia estado por ali durante o dia...(maldade interromper o papo delas pra me ajudarem com a criança se acabando de chorar, não é?), pois não interrompi, parei, respirei fundo e comecei a buscar na mente tudo o que eu havia lido por sete meses, sobre dores, cólicas, choros,peguei minha gatinha, coloquei deitada de bruços sobre mim, e instintivamente minha mente criou uma musica, que acreditem, até hoje, com ela no alto de seus 2 anos e 5 meses se acalma ao ouvir, resultado: filhota dormiu gostoso sobre a mamãe, e passou a dormir assim, até o dia em que resolveu que ali já não era mais legal de dormir.
Mas quem dera se a única preocupação de uma mamis que também é papis fosse filhota com cólicas.
Vieram os dentes, os tombos, as noites acordadas ao lado do berço com um termômetro e um antitérmico na mão, as inúmeras tentativas de descobrir o porque do choro insistente…que não era cólica, não era fome, não era manha, era dor…mas dor de que?
Chegou a época da creche, e veio o medo da pequena pedir explicações do porque o pai não estava ali presente, e ela quis saber, um dia do nada: mamãe, cadê meu pai, ele não mora aqui?
R: Seu pai mora lá na casinha dele, na nossa casinha só moram nós duas, princesas lindas.
Depois disso, dormiu um dia na casa do pai, e nunca mais perguntas sobre cadê meu pai, ou porque ele não esta aqui.
Surpresa maior veio na festa do dia dos pais, quando pequena me pergunta, o meu pai não vem, e eu digo que não pois ele esta trabalhando, e ela me olha diz, mas você veio mamãe, eu te amo mamãe (ops, quem é a criança que não entende as coisas aqui?).
Depois disso, o fantasma que me perseguia foi embora, eu me achava a pior das mães pois havia privado minha filha do convívio familiar tradicional, pai, mãe, todos juntos, e na realidade, privei minha filha de um ambiente bagunçado, de traição e brigas, de leviandade e indisciplina.
Ser mãe solteira, dá medo, sozinha somos responsáveis por formar a personalidade de alguém, afinal, nossos filhos se espelharão no que ensinarmos a eles pra se formarem cidadãos, e como é grande o medo de errar.
Mas depois de observar a minha pequena, com dois anos e cinco meses, pedindo licença, por favor, obrigada e desculpa quando nota que errou, quando observo o carinho com o qual ela trata as pessoas, cheguei a conclusão que ser mãe, seja solteira ou não, é errar e acertar, dá trabalho, tem momentos de prazer e de preocupação, pode dar certo ou não, mas só saberemos depois de nos entregarmos com amor a dadivosa tarefa de ser mãe.
Ser mãe solteira não pode ser visto como uma vergonha, mas como uma batalha, onde o único prêmio que nos interessa é a vitória, ou seja, é vermos nosso filhos bem, saudáveis, educados, generosos, amorosos, cidadãos de bem.
A todas as mães solteiras, meu sincero carinho, e não desistam, se errarem, recomecem, consertam, e não se permitam a criticas vazias, somos vencedoras só por não termos desistido dessa missão!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Invasão Tecnológica

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Confesso que não passo um dia se quer sem fazer o uso de algum artigo tecnológico, em casa faço uso de celular, computador,Tv, DVD e  o preferido de todos vídeo game, quando por algum motivo fico sem, acreditem, altera de certa forma meu humor, me deixa inquieta.

Nos últimos dias apareceram uns probleminhas de saúde, e óbvio eu teria que estar indo a médicos, fazendo exames, até ai tudo bem, mas quando o médico utilizou a palavra internação, a primeira coisa que me veio a cabeça foi, como eu faço pra ficar internada sem as minhas distrações?

Quando me internei para ter a minha filha, fiquei 3 dias no hospital, e para a minha sorte eu tinha um bebe para olhar, mas nos horários que ela estava dormindo, lá estava eu, a toa, ou, fotografando, fotografando muito, mas era pra ter algo para fazer, pois não me agrada em nada a ideia de ficar enjaulada.

Pois bem, ontem pela manhã fiz os exames que o médico havia solicitado e fui trabalhar feliz e contente (força de expressão, estava morrendo de dor), mas fui. A noite fui levar os resultados para o médico ver (abençoado seja o plano de saúde, que permite flexibilidade no horário de consultas, tem até aos finais de semana), chegando na consulta, qual a grande surprise, PA nas nuvens. Como nem tudo é perfeito, o atendimento no meu convenio se encerra as 22h depois disso te encaminham para o hospital mais próximo ou o de sua preferencia…escolhi o de minha preferência, e lá fui eu, firme e nem tão forte assim, achando que ia só tomar uns remedinhos pra pressão e voltar para casa.

Tudo bem, nem sempre as coisas saem como queremos, a pressão reduziu, mas não o suficiente para eu poder passar pelos procedimentos que me são necessários para manter a boa saúde, mas tudo bem…pensei, fico aqui mais um pouco já resolvo tudo e vou para casa, oi!? Casa!? De onde tirei que ia para casa, acho que do meu desejo infinito de estar nela.

Mas reclamar para quê, agora é possível trazer para dentro do hospital a tecnologia q preferir ou couber,a exemplo disso sou eu que não fiquei sem net em momento algum, tudo bem que estou sem celular, mas o note e vídeo game vieram comigo…(nem tenho idade pra vídeo game, não é mesmo? Mas que me distrai, ah distrai).

Agora pela manhã tive uma boa noticia, vou para casa, tomarei remedinhos por 4 dias e depois, hospital novamente, mas até ai tudo bem, já sei que posso ficar lá sem me afastar das coisas que gosto, melhor ainda, estou voltando para casa sem aquela dor infernal que se fez minha companheira inseparável a exatos 7 dias.

O melhor de tudo de ir para casa, além de estar com a filhota e com os amores da minha vida (inclui família, namorado, amigos, cachorro), é que vou poder trabalhar. Adoro as minhas folgas, mas confesso, estar em casa a toa, me incomoda muito, fico estressada de estar a toa, enquanto tenho serviço de casa, maravilha, mas a hora q acaba, ai fico doidinha, é pro conta disso q nos dias de folga, passeio, passeio, passeio.

Que venha o que vier, vou de mala tecnológica e cuia para o hospital, e assim ficarei mais próxima dos amigos, da filhota que com a ajuda do Tio dela já ouve e vê a mamãe pelo msn, e quando eu voltar, será uma pagina virada e terá lá uma página em branco novinha para eu não deixar a vida parar!

O que seria de mim, sem essa tal tecnologia!?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Saindo da inércia

Lendo um post no blog da minha amiga Renatha, encontrei respostas para perguntas que há tempos me faço. Através do maravilhoso texto por ela escrito e publicado, entendi que as minhas maiores falhas não estavam nas escolhas erradas que fiz, ma principalmente no péssimo hábito de achar que era jovem ainda, e que dispunha de tempo para realizar posteriormente.
Com 12 anos recebi um convite para ir jogar futebol em outro estado, não fui achando que haveria tempo pra fazer isso depois, ainda era muito jovem, optei pro ficar ao lado da família e amigos, e o tempo não perdoa.
Tempos depois, mais velha, dividia meu tempo entre faculdade pela manhã, handebol a tarde e curso técnico a noite, mas não me preocupava em correr atrás de experiência profissional, me julgava jovem ainda, e com tempo para resolver isso mais tarde.
O tempo passou, não fiz nada com os diplomas que conquistei, pensando que haveria tempo mais para frente para decidir com calma que rumo seguir.
Quando entrei na faculdade de Jornalismo, pensava que ainda era jovem, e que tinha tempo para continuar fazendo cursos atrás de cursos, até a hora que encontrasse uma profissão que me encantasse.
Arrumei um emprego bom, em uma das áreas que havia estudado, e na primeira dificuldade, resolvi que não queria esquentar minha cabeça, e pedi demissão, de um emprego de excelente salário e carga horária favorável, eu julgava que teria tempo para correr atrás disso no futuro, que teria tempo para conseguir outro emprego tão bom quanto, afinal, eu ainda era jovem.
Foi este também o pensamento que me encorajou a trancar a matricula na faculdade de jornalismo, acreditar que eu era jovem, e que haveria tempo para retomar tudo mais para frente.
E ontem, ao ler o blog me dei conta de que abri das melhores e maiores oportunidades da minha vida, por falta de maturidade, por achar que ainda era jovem demais e que haveria tempo para realizar tudo futuramente.
Da 1ª ocasião que citei, quando eu tinha 12 anos até o presente momento, se passaram 17 anos, ea juventude que antes parecia eterna hoje é um acelerador do tempo, que vem me mostrar dia após dia que eu não tenho tempo, que eu nunca tive o tempo que pensei ter, pois na roda da vida, a marcação de tempo útil é uma só, e cham-se agora!
E deste post, conclui que  errei também quando julguei ter perdido definitivamente as oportunidades, não sou mais jovem como no tempo do futebol ou da faculdade, tão pouco tenho a vida sossegada que tinha antes, mas hoje, ainda é tempo suficiente para eu construir, para eu plantar a tempo de colher os frutos do meu plantio.
A maturidade veio, e não veio de forma suave, e mesmo assim demorei para enxergar que no calendário da vida, o tempo hábil não é o amanhã, e sim o agora.


Re, obrigada pelo chacoalhão...sai da inercia!

sábado, 13 de agosto de 2011

C.I. Lucy Franco Motoro - Maternal I-B

Tias do Maternal I-B

Recebam este recadinho como forma de agradecimento, pelos cuidados oferecidos a minha pequena Vitória, que é a luz da minha vida.

Ser mãe não é tarefa fácil, mas abracei essa missão com alma e coração. Antes da Vitória, vieram o Pedro e a Maria Luiza, que quis Deus que partissem sem que eu pudesse ter o prazer de trazê-los para casa.
E quando eu já pensava em desistir, papai do céu me mandou a Vitória para me dar vida nova.

Voltando da escola
E vocês tem tornado essa vida nova muito mais alegre e emocionante.
A cada nova conquista da minha pequena, a cada novo aprendizado meu coração transborda de alegria.
Vestida para o 1° dia de aula
O brilho nos olhos da minha filha ao falar das Tias, dos coleguinhas, a alegria ao contar do dia que passou na escola, são coisas que palavra nenhuma que eu escrever ou pronunciar, possa expressar a grandeza do meu agradecimento.
Porém, apesar de simples, recebam o meu muito obrigado, pelo bem incalculável que fazem a Vitória, que é a razão da minha vida, a motivação da minha luta, a recompensa pela minha não desistência.
Á vocês, o meu carinho, a minha admiração e total respeito.
Através do competente trabalho de vocês, pude e posso viver momentos inesquecíveis.
Meu 1° dia das mães
Nossa 1ª festa Junina


Meu 1° dia dos pais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quando a maternidade não resolve

Depois que deixei meu lado anti social de lado, e passei a me comunicar mais com as pessoas, conheci mais mães que vivem que na mesma situação que eu, ou seja, solteiras e com seus filhos para criarem.
Muitas delas nem se quer recebem a pensão de seus filhos, e tantas outras quase nem se lembram do rosto do pai de seus filhos.
Neste mundo de mães e filhos solteiros, afinal, as situações de peso e dificuldade apertam não só para as mães, mas para os filhos também, nesse mundão, descobri a minha maior fraqueza, que é a de nada poder fazer quando a minha pequena chama pelo pai.
O pai da minha filha é um mutante, porque em determinado tempo é presente, pai competente, paga pensão, dá presente, no momento seguinte, desaparece,  e passa a aparecer 1 vez por mês, no dia da pensão, numa visita relâmpago, promete o mundo e não cumpre nada.
Nesse meio campo confuso, minha filha, que quer ligar para o pai todo dia, chama por ele, cobra de mim o porquê do pai ter dito que vinha e não ter aparecido, e eu sempre com a mesma desculpa, seu pai esta trabalhando filha. Essa era a desculpa, até ela aos dois me dizer, mas você trabalha e está aqui.
Pedi forças pra Deus, e expliquei que o trabalho dele é diferente, cansa mais, e é muito longe, mas no fundo eu queria ter respondido que neste jogo, somos somente nós duas, que o pai dela não vem vê-la porque não quer, afinal, não perde um final de semana de futebol, mas não respondi, mais uma vez contornei a situação.
Ai me vi diante de uma situação que a maternidade de nada vale, pois não é a minha ausência que ela sente, eu estou sempre presente, não existe emprego, compromisso, doença que me faça perder os momentos de minha filha, que me faça sair do lado dela, me senti impotente.
Nada tem tanta capacidade de ferir o coração de uma mãe, do que aquilo que atinge o coração de seu filho. E é o que esta acontecendo aqui em casa, a raiva que o coração da minha filha não conhece, esta nascendo no meu coração, a cada choro, a cada promessa que o pai faz e não cumpre.
Dia 13 na escolinha dela tem a festa do dia dos pais, e o pai dela disse que não sabe se vai poder ir porque tem que trabalhar, engraçado, se fosse uma partida de futebol, ele já teria conseguido dispensa, ou inventaria uma dor de estômago pra ficar em casa.
Fico vendo uns pais que levam os filhos ao parque, a escola, que brincam, que interagem, e sinto por ter escolhido tão mal o pai para a minha filha.
Mas, quando a maternidade não resolve, o amor ameniza!

domingo, 7 de agosto de 2011

Brincadeirinha

Num comentário deixado no meu blog, minha amiga Renatha  me aviosu de uma brincadeira que tinha lá pra eu fazer, demorei pra ver, mas não vou deixar de brincar..lá vou eu.
A brincadeira é que eu devo relacionar dez coisas das quais eu gosto muito, então, deixa eu ver:

  1. Ser mãe - gosto, amo, muito, não sei como seria minha vida sem a maternidade como parte dela, sem minha filha na minha vida;
  2. Minha casa - adoro estar em casa, de bobeira, só eu e minha pequena. Qdo tenho a aoportunidade de ficar sozinha em casa, rs, dou um jeito de trazer minha filha pra perto para ficar comigo;
  3. Brincar - amo brinquedos, e ser mãe só ajuda no quesito brincadeira;
  4. Colecionar carrinhos - gosto muito, miniaturas, controle remoto, flexão (minah filha destruiu a maioria, mas come la eu não briguei, não doeu);
  5. Trabalhar - não importa no que, desde que reflita em beneficio a alguem, adoro trabalhar no hospital por isso, muitas vezes a unica visita que o paciente recebe é a nossa, ai eu bato papo, animo, e saio com a ensação de missão cumprida;
  6. Estudar - adoro descobrir coisas novas, estar sempre aprendendo e aprendendo;
  7. Futebol - se eu pudesse jogava e assitia futebol todo dia;
  8. Amigos - estar na companha dos meus amigos é algo que amo, passaria um dia todo jogando conversa fora, rindo, e até mesmo em silêncio na companhia dos amigos;
  9. Conversar - falo pelos cotovelos e adoro falar, me comunicar;
  10. Internet - já não sei ficar sem.

Agora devo indicar outros bloqueiros para a brincadeira:

A vida de uma tentante

Relacionamentos, vida & cotidiano

Brincando a gente aprende

domingo, 24 de julho de 2011

Ausência e conquistas

A uma semana mudei totalmente a minha rotina, de um emprego passei a dois, de 6 horas trabalhadas por dia passei a 18, e de mãe sempre presente passei a uma mãe quase 'presente', e essa mudança me rendeu as mais diversas perguntas e questionamentos.
Confesso que no inicio quando os questionamentos começaram até me senti culpada, mas depois pensei comigo mesmo, mas tudo tem um propósito justamente voltado ao conforto da minha filha, fora as diversas vezes que pensei, 'o que esse ser tem a ver com a minha vida e as minhas escolhas'.
Tirando o cansaço, o que tem me incomodado mesmo é a falta de tempo para ficar com minha filha, porém, notei que a qualidade de nossos poucos momentos aumentou em ambos os lados, Vitória não fica aprontando o tempo todo, mas brinca mais comigo, carinhosa ela sempre foi, mas confesso que estou ganhando muito mais beijinhos, abraços, eu te amo e vc é linda.
Ao final dessa primeira semana de maior ausência, minha gatinha, com apenas dois anos e quatro meses me surpreendeu, tamanha a compreensão dela sobre o que esta acontecendo.
No dia da minha folga do hospital, em que passamos o dia todo juntas e só fui trabalhar a noite na fábrica, conversei com ela sobre o porque de estarmos nos vendo pouco, no dia seguinte quando cheguei em casa pela manhã, lá estava minha gatinha no portão me esperando, entramos, fui tomar banho e ela foi junto, quando saímos do banho ela me disse, mamãe, deita ai na cama que eu vou fazer massagem em você pra descansar. (adorei a massagem).
Disse para ela que estava precisando mesmo, mas que não podia descansar muito, pois eu tinha que limpar a casa, mas com a massagem da gatinha acabei pegando no sono, e quando acordei, ouvi um barulho de agua, quando desci da cama pisei naquele monte de agua no chão, até pensei em brigar com ela, mas calei e esperei ela me dizer o que estava fazendo, e maior foi a surpresa quando ela me disse: oi mamãe, pode descansar mais um pouquinho, eu tô limpando a casinha pra vc, e la estava ela com a vassourinha dela esfregando a agua no chão.
Engraçado, enquanto tantos adultos me questionam, a minha pequenina me compreende e até ajuda.
Pretendo ficar nesta rotina dobrado só até o final do ano, tempo suficiente para a ampliação da minha casa, que trará mais conforto, e tempo para eu colocar em prática a festa de natal que estou querendo dar para a minha pequena.
Respondendo a quem perguntou, como eu consigo deixar a minha filha pro tanto tempo, respondo:
Eu não consigo, mas tento e tento, e penso nela, e levo no celular fotos e gravações de conversas dela, e isso me dá energia para não desistir.
Consigo insistir na batalha porque sei olhar para o passado, quando ela ainda era um bebê, e faltou agua, luz, fralda e leite, quando não apareceu ninguém para me perguntar, como eu conseguia passar por tudo aquilo acreditando tanto que daria certo, consigo quando penso no imenso amor que tenho pela minha filha e na falta de conforto de nossa casa, consigo, porque uso meu tempo para cuidar da minha vida e da minha família, e trabalhar é uma forma de cuidar da família, acreditem.
Já a quem me questionou sobre como eu aguento a rotina pelo cansaço que ela me causa, respondo:
Se eu tiver a certeza de que minha filha será plenamente beneficiada pelo meus esforços, sem que seja prejudicada em nada, dobraria a rotina, triplicaria, pois por ela, até o cansaço pode ser deixado de lado.
 E para os poucos que entenderam e me deram força, obrigada, esta sendo mais fácil do que eu imaginava, porque ainda tenho tempo para trabalhar, descansar, cuidar da casa e da filhota, e tudo com qualidade, com dedicação.
Querer melhorar, querer crescer é uma energia que vem crescendo dentro de mim, que vem criando sonhos, sonhos estes que comecei a realizar.
Na dificuldade sem notar, fiz da minha filha a minha amiga e ela me fez sua amiga também, brincamos juntas, assistimos desenhos, conversamos, brigamos, mas principalmente, nos entendemos, pois mais que mãe e filha, somos cúmplices em um amor sem limites e sem vergonha de se demonstrar constantemente.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fragmentos e Retalhos



Saudades
 
Família de Amigos


 Depois que tornei-me mãe, passei a sentir a vida de uma forma diferente, a vê-la sob um novo ângulo.
E passou a ser impossível sonhar a vida de forma individual.
Olho para o passado (apesar de dizerem que quem gosta de passado é museu, eu digo que olhar para o passado é necessário para não perder o foco do que quero para o futuro), apesar disso, olho para o meu passado, e vejo a minha vida como um amontoado de fragmentos, num cantinho fragmentos de felicidade, conquistas, tristezas, perdas, no outro cantinho, fragmentos de família, amizades, amores, arrependimentos.
Mas ocorre, que a partir do momento em que me vi mãe ( e este momento aconteceu bem antes da Vitória se quer ser um projeto, aconteceu quando efetivamente tornei-me mãe, do meu Pequeno olhos negros, Pedro Henrique), á partir deste sublime instante, a vida passou a ser uma obra mais completa, consistente.


Renascimento

 Olhar para o passado me fez acertar o passo no presente e ajustar o foco no futuro, e está mudando  a minha expectativa para o futuro. E me fez ver que a vida que antes me parecia chata, sem graça, na realidade, era só a minha falta de traquejo para lidar com os fragmentos.
Hoje vejo a minha vida em belos e felizes retalhos, com os quais estou dando "corpo" á minha 'colcha de retalhos'.



E aprendi que na vida nada é descartável, nem os fragmentos e tão pouco os retalhos, e a única coisa capaz de realmente fazer a diferença, é a forma como eu decidi ver e viver a minha vida.


Aprendizado
Amizade

















Família


Conquista



Exemplo


Vida





Missão
Paz

Amor



Felicidade

Fé









Renovação

Extensão da família








                                          
Sabedoria




E tudo começa novamente...







"Estou com a leve impressão, de que reagi e escolhi a trilha certa!"



terça-feira, 5 de julho de 2011

Minutos que fazem toda a diferença

Trabalhar em um hospital é algo que exige muito de mim, não fisicamente, mas psicologicamente. quem conhece minha historia sabe que no hospital onde trabalho faleceram meus dois primeiros filhos, meus avós, e isso acaba sempre deixando marcas na gente.
Desde o mês passado sai do andar térreo para trabalhar diariamente na UTI, e não é nem preciso dizer que vemos coisas realmente feias na UTI, pacientes em situações críticas, e o esforço para passar por tudo isso sem desmoronar é grande.
De uns tempos para cá andei me indagando sobre quais motivos a vida teria para me colocar pra trabalhar justamente ali, naquele lugar que reabre minhas feridas e faz retornar todas as minhas dores, e umas das respostas que encontrei foi: para fazer a diferença.
Quando recebi do meu inconsciente esta resposta não entendi seu significado, até a vida colocar no meu caminho o pequeno Guilherme.
O Guilherme é filho de uma das funcionárias do hospital, portadora de algumas deficiências e muitas limitações, os 20 dias de vida, o Gui foi internado por conta de uma pneumonia, quando fui visitá-lo pela primeira vez, ele estava muito cansado, respirando com dificuldade e sem se alimentar.
 Alguns funcionários que conhecem as limitações da mãe dele, se contentaram apenas em fazer alguns comentários maldosos, do tipo, como alguém assim pode ter filho, na hora de fazer filho a deficiência nao impediu, mas ajudar mesmo que é bom, nada.
Quando vi aquele menino ali, frágil, cheio de fios e tubos, me veio na cabeça a primeira vez que vi meu filho Pedro Henrique, do quanto ele estava mal, e eu também, e pela minha condição de saúde nem pude ficar com ele o tempo que desejava. E quando olhei para aquela mãe, ali, rendida, na sua primeira experiência como mãe, e tendo que estar ali, com seu bebê doente, tendo que saber quais decisões tomar, sem nenhuma luz para guiá-la, e com seu filho correndo sérios riscos, resolvi, tenho que fazer alguma coisa.
Conversei com a mãe dele e deixei ela me contar tudo o que estava acontecendo, quais as suas dificuldades, medos, e ela reclamava de estar sempre sozinha, raras visitas e de ninguém ajudá-la.
Ai passei a ir visitá-los a cada mamada do Guilherme (deixa minha chefe saber disso), com muito prazer ajudei ela a colocar o Gui no peito, e quando ele não pegava o peito, dei a mamadeira. Ela se queixa de não aguenta-lo, a deficiência dela faz seus braços  e pernas doerem, e as vezes eles vacilam, então resolvi dar uma mãozinha nesse sentido.
Adorei ter aquele toquinho mamando em meus braços, matei um pouco da saudades. E descobri que meu colo realmente acalma e induz ao sono.
E a cada nova visita as reclamações diminuem, o sorriso ao me ver aumenta, e meu coração se põe mais em paz.
Agora sei que a minha ida ao hospital é mais um aprendizado que precisa ser entendido e vivido.
Eu que estava achando minha vida tão sem graça, encontrei em alguns minutos a graça da vida.
E entendi que dependendo de qual lado se esta, de que momento se esta vivendo, 1 minuto pode fazer toda diferença, imaginem vários.
Guilherme, obrigado pelos minutos de paz, entrega, carinho e satisfação. E me aguarde, a folga acabou e a tia aqui esta chegando.