terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu não existo longe de você

sábado, 26 de novembro de 2011

Confiança

confiançaSaber que alguém a quem se ama imensamente, tem po rnós confiança, que essa pessoa se sente segura em nossa companhia é a melhor sensação que existe.

E eu tive a sorte de poder sentir o que é ter alguém confiando em mim.

Filhota muito sabeca subia na cama, da cama ia para a cadeira e da cadeira subia na mesa do computador, e depois fazia o trajeto de volta, e eu só olhando para ver onde ia parar, ai resolvi me sentar na cadeira, quem sabe assim eu não terminava com a perigosa brincadeira.

Pois ai vem dona Vitória arrastando outra cadeira, sobe na mesa do computador e grita:

Mamãe, pega eu. E pula no meu colo,com uma certeza absurda de que eu iria pegá-la, e….

E foi o que eu fiz, com um reflexo que tambe´me não sabia que possuia, peguei Vitória que ficou confortávelmente sentada em meu colo.

Com o coração batendo a mil, perguntei para a minah pequena como ela sabia que eu ia segurá-la, sem deixar que ela caisse no chão, e ela me respondeu:

Você me ama mamãe!

As vezes acho que a minha filah tem mais idade do que realmente tem, pelo menos algumas de suas respostas demonstram isso.

E eu nem sabia que era tão bom ouvir isso, ter essa certeza, de que ela confia em mim, que sabe que estarei aqui sempre que possívbel para o que ela precisar.

Sim filha, eu te amo, e você pode se jogar sobre mim da altura que for, que meu amor me dará força para te segurar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Infância é para a vida toda!

Quem não guardinfanciaa dentro de si lembranças da infância? Quem não olha para uma cicatriz e se recorda do instante em que essa cicatriz se fez ?
E foi de tanto pensar sobre esse fato, sobre o quanto tempo a infância perdura na vida de uma pessoa, que cheguei a conclusão que sendo eu hoje mãe, tenho que deixar para a minha filha as mesmas boas impressões que recebi de minha mãe.
Quando eu me machucava o beijo de mãe curava mais do que o remédio, o abraço fazia a dor ir embora quase que instantaneamente, e essas são lembranças boas que ninguém pode tirar de mim, é a minha infância me acompanhando pela vida adulta.
Antes mertiolate ardia, morria de medo, mas adorava quando minha mãe passava sobre o ferimento e depois assoprava, hoje em dia mertiolate não arde mais, mas a minha filha conhece a mesma sensação que eu conheci, do medo de arder ao sopro suave de mãe, que parecia ter o dom de fazer a dor ir embora instantaneamente.
Ontem a noite (filhota deveria estar dormindo), Vitoria foi fazer graça para o pai dela que estava aqui, e deixou uma garrafa pet de 2 litros cair sobre o dedão do pé, e ganhou de brinde uma unha quebrada bem na linha da cutícula, muito sanguinho, e um dedo inchado e roxo,eu poderia ter dado uma bronca por ela ter aberto a geladeira sozinha para pegar a água para o pai dela, e por ter jogado a garrafa para o alto, mas será que ela bronca que ela precisava?
Peguei minha filha no colo, e tratei de colocar em pratica, agora como mãe, o que eu tanto recebia como filha, lavei o dodói, passei mertiolate, dei um beijinho e assoprei, peguei um band aid colorido e coloquei no machucadinho dela, de momento cessou o choro, minutos depois estava Vitoria rolando na cama pra lá  e para cá chorando de dor, e eu querendo dormir, o que fiz?
Levantei, peguei ela no colo, e cantei uma musica que nasceu no meu coração e que acalma ela desde pequena: a mãezinha vai ajudar, a dorzinha a passar, vai embora dorzinha, para o meu neném descansar, ela foi acalmando, mas ai a dor voltou e diante do dedo inchado e roxo, não teve jeito, 1 hora da manhã e nós duas rumo ao Pronto Socorro, sem bronca, só carinho e cuidado.  
Quando retornamos do hospital, lá estava a tia dela coruja com a luz acesa, esperando que passássemos por lá para dizer o que o medico tinha dito, eis a minha surpresa, quando minha irmã perguntou o que o medico havia dito, Vitoria respondeu: – tia o médico deu uma injeção no meu tabuleiro (bumbum), eu não chorei muito porque a minha mãe esta comigo e abraçou eu forte assim, e se abraçou pra mostrar, e minha irmã continuou, é, e o que mais ele disse, e ela respondeu nada, e diante da pergunta se a dor tinha passado, ela respondeu, passou, a minha mãe mandou a minha dor embora.
Eu ali parada olhando as duas conversar, morta de sono, mas com o coração estourando de alegria, porque depois de tomar injeção, gotas de dipirona, fazer raio X, na cabeça da minha filha a dor havia ido embora porque eu tinha mandado.
E hoje ela já estava toda saltitante, lembrando da traquinagem e dizendo para a tia que jogar a garrafa cheia não pode, será que seu eu tivesse perdido a calma, gritado com ela, até mesmo batido por ter ido pegar a garrafa sem ordem, ela teria entendido que jogar a garrafa não é legal, e teria dado como causa da melhora o meu esforço em faze-lá se sentir bem?
Antes eu já era muito preocupada com as impressões que eu causava na minha filha, de uns acontecimentos para cá, tenho ficado muito mais apreensiva e tenho me dedicado mais a fazer da infância dela o melhor baú de lembranças que ela um dia possa ter, porque assim como eu lembro de coisas maravilhosas da minha infância e não em recordo de nada ruim, quero também que ela lembre com alegria do tempo de infante dela.
Quero que a felicidade lhe seja companheira constante,  e a receita que encontrei para dar a ela essas boas lembranças, é a receita do amor, da atenção, da dedicação, da educação, da não agressão, porque criança brinca e cai, cai e se machuca, se machuca e chora , e daí? Também fomos assim, e a unica forma de se ter boas lembranças, é vivendo coisas boas.
Quero que ela tenha a melhor infância possível, afinal, infância é para a vida toda!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Hora da brincadeira

Casinha ovo, filhota pequena e cheia de energia, e a solução para a traquinagem é a mãe cair na brincadeira.
E nessa de cair na brincadeira, além de eu me divertir muito, estou sempre de olho em novos brinquedos e em suas utilidades.
Brincar na rua aqui, nem pensar, trocentas linhas de ônibus, um pessoal que adora tirar racha e empinar moto, carro, e usuários de drogas, ai a solução é brincar do portão para dentro mesmo.
E a um tempo andando de bobeira no centro da cidade e olhando uns brinquedos numas lojas, encontrei um brinquedo simples, barato e de mil e uma utilidades, o LIG LIG


É um brinquedo bem simples, mas que ajuda e muito a criança, além de divertir. 
Encontrei neste brinquedo muitos prós com relação ao desenvolvimento da minha filha, pois ele treina a coordenação motora da criança, pois ela tem que encaixar uma peça na outra, alimenta a imaginação da criança, pois ela pode construir o que quiser com ele, abaixo estão o avião  e a flor que a filhota fez para brincarmos ontem, teve teve também uma moto, que é claro não se parecia nada com uma moto, mas e daí, o faz de conta é justamente o que dá graça na coisa.

Isso sem contar o fato de que as peças são coloridas e a criança aprende e treina a diferenciação das cores. Ah e aprende a contar e dividir (claro que não estou falando da operação matemática , e sim dividir de compartilhar as peças).Até eu que já sou bem crescidinha adoro brincar de lig lig com minha filha, pois ela tem uma imaginação maravilhosa e assim passamos um tempo juntas, sem bagunça e sujeira.
Fica ai uma dica de um brinquedinho para ajudar nas horas de lazer com os pequenos.


Mulher / dona de casa / profissional / chefe de família / mãe e o dia com apenas 24 horas

Antigamente as mães ficavam em casa e os pais saiam para trabalhar, e a família se compunha de pai,mãe, devidamente casados e filho ou filhos,pois bem, eu disse antigamente.
Nos dias atuais a realidade mudou e muito, a maioria das mulheres tornaram-se chefes de família, além de donas de casa, esposas e mães. Algumas, assim como eu, excluíram a parte esposa do roteiro.
E como ser três ou quatro em uma quando o dia tem apenas 24 horas? Simples, não, pelo contrário, bem complicado.
Estamos sempre nos sentindo em falta com algo, ou principalmente com os "alguéns" de nossas vidas, e como é difícil acertar esta conta.
Para que eu possa trabalhar, conto com a valorosa ajuda da equipe da escola da minha filha, o CI Lucy Franco Motoro, onde deixo minha filha as 7 da manhã e de onde ela só vai sair as 16:30 da tarde. Apesar de só entrar no trabalho as 13 da tarde, não tenho a opção de levá-la só meio período na escola, com isso o tempo que tenho com ela é bem reduzido.
Nessa correria para dar conta de ser mãe, mulher, dona de casa e empregada assalariada, muitas mulheres estão descuidando do tempo com os filhos, deixando de dar importância a coisas que não podem ser deixadas no esquecimento, como por exemplo, a reunião mensal da escola dos filhos, o tempo de lazer com os filhos, o tempo de educação com os filhos, e o resultado disso tem sido um numero crescente de crianças mal educadas, agressivas e problemáticas.
Não sou um exemplo de mãe perfeita, e nem é essa minha pretensão, pretendo apenas chamar a atenção de pais e educadores para os gritos de alerta que nossos pequenos estão nos dando, e para o fato de que a necessidade de trabalharmos e sustentarmos nossos lares não pode ser causa da deseducação de nossos filhos.
Observem vossos pequenos,entenda-se crianças de 1 a 5 anos, e me digam, quantos nomes de personagens de novela ele sabe? Quantas horas por dia seu filho fica a mercê da babá  eletrônica (TV)? Quantos funks seu filho sabe dançar e cantar? Neste ano a quantas reuniões de escola você participou?Quantos palavrões seu filho fala por dia? Do seu tempo livre, quanto é dedicado a ficar com se filho? E quanto é dedicado a TV, digo novelas?
Pois é, trabalhamos o dia inteiro e quando chegamos em casa queremos mais é tomar banho, comer algo, sentar e assistir a novela, descansar, certo? Claro, eu também trabalho o dia todo e também desejo estas coisas, apenas inclui no meio disso tudo o tempo de dar atenção a pessoa mais importante da minha vida, minha filha, que através da sua agressividade mostrou o quanto eu estava desatenta aos apelos de atenção dela.
Ai redefini o meu tempo. A casa que eu limpava a noite passei a fazer pela manhã, horário que a filha não esta em casa, a tarde trabalho, retorno pro volta as 19:30, chego em casa e o primeiro abraço é pra ela, é o nome dela que chamo no portão, mesmo que ela já tenha tomado banho, tomamos banho juntas (hora boa pra saber o que ela fez no dia dela e para contar como foi o meu dia), como quando eu chego ela já jantou, depois do banho ligo o PC e deixo ligado é de vicio e sento, na frente do PC? Não, brincar com a filhota, de brincadeiras educativas, de brincadeiras lúdicas, e as vezes não brincamos de nada, coloco um desenho e deitamos abraçadinhas para assistir, ai logo ela dorme eu descanso e posso ou ficar na internet ou dormir também.
Novela, filme, bate papo com o vizinho, que fiquem para o dia da minha folga, porque ai eu ja passei o dia todo com minha filha mesmo, posso dividir minha atenção.
Mas tem dia que eu falho, chego tão cansada q tomo banho e caio na cama e ela fica sentadinha brincando sozinha, conversando com o amiguinho imaginario.
Não precisamos ser perfeitas, mas não podemos ser tão imperfeitas como vem acontecendo.
Na reunião deste mês na escolinha poucos pais compareceram, no meu trabalho uma criança com quem parei uns minutos pra brincar me disse que a mãe dele não brincava com ele porque ela era muito ocupada, eu estava ocupada, mas parei 2 segundinhos para brincar de jogo da memoria, achei triste ele ali brincando sozinho e a mãe vidrada na TV, na minha rua as mães sentam-se na calçada para conversar e esquecem dos filhos ali brincando sozinhos, e quando se dão conta deles ali é na base dos gritos, que via de regra recebem o retruque bem mal educado e cheio de palavrões das crianças.
É fomos jogadas a modernização, mas será que estávamos prontas para ela? Estávamos pronta para sermos polivalentes?

Somos da geração que pedia bença aos pais, avós, padrinhos, que pedia com licença, por favor e dizia muito obrigado, que nunca se metia na conversa dos adultos, e que geração estamos criando?
É falta de tempo? De organização? De ajuda? cansaço?

Fizemos nossas escolhas, não podemos ir empurrando com a barriga, esperando que a escola faça nosso papel.
Se perdemos nossos filhos, alguém ou algo os encontrará na rua, com tempo e organização suficiente para tirá-los definitivamente de nós.
A vida de chefe de família, acumulado com maternidade, profissão e vida pessoal não é fácil, e esticar o tempo esta fora de cogitação, e a rotina é difícil, é puaxada e fica dificil fugir dela, incluam seus filhos na rotina, e que eles sejam a parte mais doce e leve dessa rotina.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Saudades imensa

Olá meus queridos, data ruim esta não?
Data que traz a tona o abraço que não pode ser dado, o afago que não será sentido, o amor que não mais será compartilhado.
Se dependesse exclusivamente da minha vontade, estáriamos todos aqui, vocês, meus filhos amados, sua avó, minha fada protetora, todos juntos, sentados a mesa, como sempre foi de costume nos feriados, prontos para recepcionar os familiares convidados a passar a data conosco.
Pedro Henrique, pequeno olhos negros, você é a página não acabada da minha vida, a dor que não cura, a ferida que não fecha, o sonho que não realizou, mas por outro lado, também é o inicio de um novo caminho, o ponto de partida para um novo sonho.
Maria Luiza, minha pétala de rosa, você é a fonte de fortaleza, o aprendizado dolorido, mas também é a fonte de energia que moveu o sonho a diante.
Mãe, fada de luz, amor incondicional, você foi o principio o meio e o fim da maior lição de amor que eu poderia ter na vida.
E por mais que a vida me dê, ao me tirar vocês, ela tirou metade do que eu era ou poderia ser, ao me tirar vocês, ela tirou metade da minha força para lutar.
Por maior que seja a felicidade que eu encontre em viver, sei que seria bem melhor com vocês.
Mas hoje aprendi a seguir em frente, sem a intermináveis noites de choro, sem a luta constante em sufocar os por quês, sem a raiva que eu carregava pelos péssimos profissionais que me atenderam no ocasião dos meus partos, sem a raiva contida por ter perdido você mãe.
Talvez, pela primeira vez eu me veja como a mulher que perdeu dois filhos e a mãe que tanto amava, aquele olhar de menina carente e solitária não existe mais, e aquela fragilidade absurda de uma menina que se via frustrada deu lugar a esperança de tornar a  vida e os sentimentos diferentes, e sei que essa onda de energia boa veio de vocês.
O meu amor por vocês, este trarei intrínseco no peito, por toda a minha vida, hora em meio a lagrimas, hora em meio ao sorriso ao lembrar da imensa alegria que senti o tempo que tive vocês perto de mim.
Hoje dedico a vocês minha oração, os meus sentimentos e pensamentos, que haja luz no caminho de vocês e serenidade no meu caminho.
Saudades enorme, esperança no dia em que nossos ciclos se cruzarão novamente, pode ser que caso isso aconteça não nos reconheçamos, mas o amor, esse sim se reconhecerá quando nossos caminhos se cruzarem.
Fiquem na Paz de Deus, meus amores!

sábado, 29 de outubro de 2011

Minha heroína

 

Criança adquire com facilidade diversas personalidades, e as vezes fica muito difícil saber quem acordou dentro de casa, e com a Vitoria não seria diferente, ontem a noite se despediu como Vitoria, e hoje de manha chamei pelo nome e ela não me respondeu, ai perguntei, você não esta ouvindo a mamãe e fui espiar o que ela fazia tão cedo no corredor, ai começa meu suplicio.

- Vitorinha você não esta ouvindo a mamãe chamar?

* Eu não sou a Vitoria.

- E quem é você então? Tira esse lençol das costas!

* Eu sou  a princesa que voa, e esse é minha asa de voar não é lençol. (como eu não notei isso antes?)

- Esta bem, mas guarda sua asa, depois que você tomar banho você pega a sua asa.

* Não pode tirar como eu vou voar?

- Você para de voar um pouco e depois volta a voar ué.

* Mas eu sou princesa borboleta, brigo com o bichão para ele não pegar você.

Ai depois desse argumento deixei Vitoria passar boa parte do dia com um lençol nas costas me protegendo, e olha que ela levou isso a serio, e todo mundo que tentava se aproximar de mim, ela vinha e me protegia, dando um certeiro chute na canela de quem se aproximava.

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Tirando a parte do chute na canela que ai eu não gostei, adorei a sensação de estar protegida, sem contar, que eu tinha uma heroína em casa e nem sabia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O tempo passa, o mundo evolui, e alguns homens simplesmente não saem do lugarzinho medíocre de sempre


Semana passada resolvi ir com minha filha a uma loja de calçados no Plaza Shopping Itu, Tima calçados, entrei, minha filha veio e me mostrou a sandália da Helo Kitty que vem com uma bolsa que ela tanto quer, aproveitei e dei uma olhadinha na vitrine de tênis, para poder aproveitar e comprar um tênis para mim também, cerca de 20 depois, estávamos lá ainda, invisíveis, uma adulta e uma criança, ambas negras e invisíveis numa loja onde vendedores passavam pela gente e nem nos olhavam, ai entra na loja uma moça alta, branca, cabelos claros preso num rabo de cavalo, e o vendedor que já tinha passado para lá e para cá na nossa frente, vira para essa mulher e diz: posso ajuda-lá em alguma coisa.
Espera ai, já passavam de vinte minutos que eu estava na loja, e ninguém se quer me olhou direito, ai me revoltei.
Avistei o gerente, fui com a minha filha bem perto dele e disse:
Filha vamos procurar outra loja para comprarmos nossos sapatos, ela me olhou com ar de triste já e perguntou por quê, ai eu desabafei:
Porque Vitoria, somos invisíveis, e a mamãe odeia fazer papel de invisível, nosso dinheiro não serve de nada aqui, ficamos esse tempão esperando para sermos atendidas, mas foi preciso entrar uma  mulher de cor de pele diferente para ser vista, essa loja não esta ao nosso nível.
Minha filha mesmo sem entender concordou em sair, e o gerente da loja permaneceu paralisado no mesmo lugar ouvindo tudo.
Eu podia jurar que a sociedade estava mais evoluída e instruída, mas não, existem uns poucos que gostam de fazer prejulgamentos por raça, aparência, religião, me enoja saber que ainda existam  pessoas com esta postura.
Resultado, minha filha ganhou o que queria, e a loja perdeu uma cliente, e assim como divulgo os elogios aos bons atendimentos, divulgo também os  atendimentos que deixam totalmente a desejar.
Pobres dos vendedores e do gerente que fizeram de mim e de minha filha seres inviáveis, não tenho raiva, mas pena, por serem seres tão pequenos e de valores tão $$$$ calculáveis.
E mantenho o que disse a minha filha, eles não estão no nosso nível, de esclarecimento, de sociabilidade e de cultura, por isso, não merecem nosso dinheiro!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

45 dias sem net…45 dias fascinantes

Graças ao meu roteador que resolveu pifar, e ao técnico q resolveu me dar diversos bolos e só hoje veio trocar meu equipamento, fiquei 45 dias sem internet, e quanta coisa boa aconteceu, de todas, o dia das crianças foi o mais emocionante de todos.
Aqui em casa o dia das crianças começou 1 semana antes da data comemorada, e a primeira coisa boa que aconteceu foi o acordo entre Vitorinha e eu, onde, cada brinquedo novo adquirido equivaleria a um brinquedo bom e não utilizado doado, assim minha filha ficou feliz e juntas fizemos outras crianças felizes.
Criança é o ser mais grato que existe, e não duvido disso de forma alguma, ainda mais quando minha filha me comprova isso a cada presente, a cada momento dividido.
Pedi desculpas para ela e disse que não teria dinheiro pra comprar o presente que ela me pediu, e pedi pra ela escolher outro presente, ela pensou, e me respondeu, posso trocar por um sorvete? (acrescento humildade as qualidades de uma criança), e eu respondi, pode, sorvete a mamãe pode comprar, levei ela na escola na promessa de que ao final da tarde compraria o sorvete, voltei pra casa, com o coração apertado pela mentirinha, peguei os pacotes dos presentes e escondi na casa da Tia Adriana.
Fui busca-lá na escola (ah, não era feriado, comecei a dar os presentes no dia 6…rsrsrs, não aguentei esperar), viemos conversando, comprei o sorvete, e ela veio pra casa feliz da vida com seu sorvete, bati na casa da minha irmã, e ela abriu um mega sorriso quando viu os embrulhos  bem de frente com a porta, me perguntou, de quem é? Quando eu respondi que era dela, ganhei um beijo e um sorriso, ai ela chamou a mim e a tia pra sentarmos para vê-lá abrir, ai vem a parte da criança ser o ser mais grato q conheço, abriu o primeiro presente e disse: mamãe, você comprou um carrão para mim, e assistiu pacientemente eu montar o carrinho dela, depois foi para o segundo pacote, pulou, sorriu, abraçou, beijou, tudo porque havia ganhado a piscina de bolinha que ela tanto queria.
Foi o dinheiro mais bem gasto de toda a minha vida, e do dia 6 ate o dia das crianças de fato, minha filha foi descobrindo um presentinho por dia, outros da mãe, da tia, e para a nossa total surpresa, do pai, e assim, filhota ganhou um monte brinquedos novos legais, e não se esqueceu de doar os que não brincava mais.IMG0301A
Meu dia das crianças foi magnifico, filhota feliz, distribuindo beijos, abraços e muito obrigado, e no final, fui eu quem ganhou o maior presente, quando no dia 12, depois de um dia cansativo de trabalho, voltei para casa e minha filha tinha rabiscado umas linhas em um papel, e veio me entregar, e disse, mamãe, desenhei um coração para você, escrevi o seu nome nele. De legível mesmo não havia nada no papel, mas foi tanto amor, que confesso, por uns instantes enxerguei o coração com meu nome escrito.
Quisera eu que todas as crianças do mundo, pudessem ter um dia, uma semana como tivemos, onde apesar dos presentes materias, o que mais foi ressaltado e valorizado, não podia ser tocado, apenas sentido.
Vi, obrigada anjo, por fazer feliz esse meu coração

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Virando a Página


Um dia, na minha infância,  alguém me disse que família era um elo que nunca se desfazia, quem foi que disse uma besteira dessa para uma criança? Nunca se desfazer para uma criança é nunca acabar, ou seja, acreditar que todos estariam ali para sempre.
E durante muito tempo foi nisso que eu acreditei, que eu envelheceria com todos ao meu redor, só não levei em conta, que todos enveheceriam também, e inevitavelmente alguns partiriam antes de mim.
Minha casa sempre foi uma casa de muita gente, na hora das refeições a mesa com 8 cadeiras era pouco as vezes, quando tinhamos visita, a sala também se tornava um lugar de refeições, se eu fechar os olhos sou capaz de ver: os mais velhos sentados a mesa, e nós mais jovens, espalhados pelos cantos da sala, cada qual com seu prato, seu copo, TV ligada, vozes, e o melhor, alegria em cada um de nós. Nos dias normais, tb era assim, familia toda a mesa, como toda boa familia, ate nesta hora tinham pequenas discussões, que acabam logo, e apimentavam as relações.
Quem diria, que os momentos que eu achava chatos, pois queria comer de frente com a Tv, hoje preencheriam meu coração de tanta saudades, e alegria por terem acontecido.
Ontem, rompeu-se definitivamente o elo vivo que eu tinha com meu passado, não há mais quem tenha vivido tanto tempo para nos contar as tantas e interessantes histórias.
Não haverão mais reuniões familiares em torno da lasanha de meu pai, do doce de abacaxi de minha mãe, e do cuscuz de minha avó.
Uns poucos desocupados da vida, me chamam de neta torta, por eu não ser filha biologica, isso j´pa me dou muito, hpje dói só um pouquinho, porque hoje tenho a consciencia, a real consciencia, de que a neta torta aproveitou muito mais que os netos “retos”, não todos, mais muito mais dos que alguns linguarudos que me entitulam de neta torta.

Desabafo: Cresci ouvindo minha avó materna me dizer insistentemente que eu não era neta dela, pois não era filha do sangue da filha dela, isso doeu muito, gerou raiva, ódio, brigas, mas tinha que ser assim, do contrário, não teria feito tanto sentido o momento em que eu e minha avó, nos perdoamos das ofensas, das humilhações, e zeramos tudo o que havia de negativo em nossos corações.
A quem me chama de neta torta, minha pena, por alguém ser tão imbecil a ponto de achar que o sangue tem mais poder que o coração.
De tudo o que eu ja ouvi e falei para a minha avó, o que meu coração guardará por toda a minha existência, é o dia em que sentada na sala, a mesma na qual tanto brigamos, ela me pediu desculpas e também me desculpou, e me disse que quando ela menos esperou e mereceu, eu estava ali por ela, mais ainda não vou esquecer quando ela disse que gostava muito de mim, e que em resposta a um eu te amo da minha filha ela respondeu: eu também te amo muito, e você nem pode saber o quanto. Naquele momento não houve um imbecilpra lembrar a ela que a minha filha era uma bisneta torta, porque imbecis não participam dos momentos felizes do coração.
Acabou ali essa historia de neta torta, porque uns tem o sangue e não tiverem o carinho e amor, e eu nao tenho o sangue, mas tenho o carinho e o amor.
Hoje, começa um novo tempo em minha vida, onde tenho que desapegar do passado, ficar apenas com as boas lembranças e os ótimos exemplos, e cuidar de construir para a minha filha uma familia tão INTENSA quanto foi a minha.
Da herança dos mais velhos, ficaram os primos, que tem lugar especial e reservado no meu coração, além é claro, das maravilhosas lembranças.
Minah avó falava muito da saudades que sentia dos filhos, da mãe, da avó, pois bem, hoje sei que no lugar da dor, ela sentirá satisfação em estar nos braços do Pai e entre os seus.
Nesses 100 anos de vida ela escreveu a sua própria história e algumas páginas nas nossas vidas.
Obrigada por ter feito parte da minah vida, na dor e no amor, porque ambos ajudaram eu a ser quem sou.
mamis e eu
vo
Vó Annna: Obrigada por permitir que juntas pudessemos reescrever parte de nossa história. Mãe: Obrigada, pela vida, pela identidade e por se fazer sentir quando eu mais preciso de você por aqui, só amor constrói isso!

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