domingo, 11 de dezembro de 2016

Coisas para eu fazer antes de morrer

Não é novidade que a vida nada mais é que o breve espaço entre nascer e morrer. Breve porque algumas vezes parecer ser insuficiente para os sonhos que vamos construímos.
Algumas vezes a sensação é justamente o oposto, achamos que já vivemos tudo o que devíamos e podíamos, isso até que uma doença ou uma fatalidade venha para nos dar um chacoalhão
E foi neste chacoalho que a vida deu que me peguei a pensar na vida que levo, na minha utilidade, e na forma que eu ainda poderia modificar isso no tempo que ainda tenho, ou eu desejo ter.
E passei então a pensar nas coisas que gostaria de fazer antes de morrer.

1.       Ter um filho - Ok
2.       Adotar uma criança;
3.       Adotar um animal de estimação OK
4.       Viajar se rumo, pelo simples prazer de conhecer lugares novos;
5.       Amar ser amada;
6.       Ajudar um desconhecido OK
7.       Andar de montanha russa OK
8.       Fazer algo que sempre desejei, mas nunca tive coragem;OK
9.       Malhar e manter a forma;
10.   Fazer uma viagem com amigos;OK
11.   Passar um dia e uma noite em contato com a natureza;OK
12.   Fazer uma tatuagem;
13.   Passar a virada de ano em Copacabana com amigos ou sozinha;
14.   Estar presente na formatura da facul da minha filha;
15.   Experimentar a sensação de ter um neto em meus braços;
16.   Comprar uma moto;
17.   Comprar uma casa;
18.   Ter a minha própria horta;
19.   Ganhar na loteria e realizar sonho de meus melhores amigos;
20.   Ganhar na loteria e realizar o sonho de algumas crianças;
21.    Beijar uma Dreg Queen;
22.   Salvar a vida de alguém;OK
23.   Fazer algo especial para alguém importante para mim OK
24.   Viajar apenas com uma mochila nas costas;
25.   Fazer um cruzeiro;
26.   Aprender algo totalmente novo;OK
27.   Tomar um porre com amigos;OK
28.   Viver um amor reciproco e avassalador;
29.   Comemorar o dia do meu aniversário;OK
30.   Dar uma mega festa de aniversário para filhota;
31.   Morar num país de cultura oriental;
32.   Me dar um presente caríssimo;OK
33.    Dormir em rede numa casa construída sobre árvore;
34.   Pedir conselho a uma criança, e segui-lo OK
35.   Dar um presente a um desconhecido;
36.   Consultar uma cartomante;OK
37.   Conhecer um culto de candomblé;
38.   Receber uma carta psicografada de minha mãe e meus filhos;
39.    Manter a serenidade diante de uma perda radical por saber que amanhã será outro dia OK
40.   Faturar 1 milhão com o fruto do meu trabalho;
41.   Fazer alguém genuinamente feliz OK
42.   Ser genuinamente feliz OK
43.   Assistir os cientistas encontrarem cura definitiva para todo e qq tipo de câncer;
44.   Jogar futebol sete dias da semana depois do expediente;
45.   Andar de balão;
46.   Saltar de para quedas;
47.   Memorizar um poema;
48.   Casar numa fazenda;
49.   Jogar num cassino;
50.   Morrer feliz.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O constante aprendizado de mãe de anjo

E por mais que se siga uma religião que te explica e te ensina a enxergar a morte com os olhos do entendimento e não com a imaturidade da dor, existem momentos em que paramos e rebobinamos a fita e tentamos lembrar de algum detalhe que justifique termos que assistir a um filho, no meu caso a dois filhos, desencarnarem tão cedo.
A sensação de ilusão, como se a gestação fosse a vida me iludindo a respeito de algo que eu viveria, e que no momento onde deveria ocorrer o ápice da alegria pela realização daquele momento, acontece exatamente o inverso.
São 42 semanas de espera e planejamento, expectativas, e a sensação de frustração é imensa.
|E de quem é a culpa? Pensamento imediato, encontrar um responsável.
Mas há culpado?
Hoje com clareza de pensamento e leveza de coração, entendo que não tem houve culpa e tão pouco culpado, o que houve foi apenas a conclusão de um ciclo de vida de duas almas que estavam já no final de seus aprendizados.
Porque o desencarne nada mais é que a colação de grau nossa diante da vida, é quando as lições e missões que aqui viemos cumprir já foram concluídas, e somo chamados a um outro plano para iniciarmos as lições que temos que cumprir lá.
E assim o tempo foi passando, e a compreensão a respeito da morte de meus filhos foi se solidificando, e o pesar deu lugar para um entendimento da importância que foi ser o abrigo deles por 42 semanas.
Meu coração de mãe lembrará sempre das duas pessoinhas que me tornaram mãe, ora com sorriso no rosto pelo breve tempo que vivemos juntos, e ora com dor no coração por não ter tido mais tempo  para vivermos o imenso amor que tinha para oferecer, mas sou grata a Deus que foi moldando meu coração e me fazendo entender que vindas e partidas são necessárias para que os ciclos se completem.
Aos meus filhos anjos, o meu amor e minhas orações sempre.